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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

CURA


Empresta-me seu silêncio para que eu possa me curar dos meus gritos.
Ouve por mim os sussurros da vida perdidos na bagunça da minha rotina.
Ando sem graça, sorria pra mim e por mim, por favor.
Chorar não precisa.  Isso sei  fazer muito bem.
Empresta-me sua calma para que possa me curar da pressa diária.
Amplie meus horizontes com seu olhar de aventura.
De onde estou só consigo ver meus limites.
Empresta-me seu colo, seu ombro, o aconchego da sua companhia.
Divida comigo suas melhores lembranças, pois que eu nem sei onde coloquei as minhas
Percorra um caminho comigo.
Pode ser qualquer um, desde que seja florido e permita o voltar.
Ando cansada de idas sem cor e sem volta.
Se puder me empresta uma parte do seu coração, aquela onde guarda a saudade.
Preciso da sua saudade por algum tempo. Quem sabe assim a minha me reconheça
E me faça sentir novamente.
Márcia Toito

Um comentário:

  1. Lindo, Márcia! prosopopeias extremamente reflexivas, e um lirismo cativante. Parabéns!

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