
Lá fiquei a observar apenas com os olhos aquelas raízes que se birfucavam por entre os meus pés pequeninos. Ela era frondosa, suas folhas eram como cachos rochosos que se atravessavam nos arvoredos até que meus versos saíssem em descompasso no ponto, no abraço dela. E aceitei o convite para deitar em seu colo e ficar ali a fazer desenhos com a pontinha dos meus dedos nas nuvens do Céu.
Rajados de vento no ar transitavam. E o nascer dos meus sentimentos eram conduzidos ao seu caule, como em minhas veias. Seu crescimento era ordenado e firme, tal qual como a margem da minh´alma. E da lâmina macia da brisa que cortava meus silêncios. Entre o seu dorso amadeirado, penetrei naquele aconchego; os galhos faziam-se de repouso e balanço para os meus sonhos.
Enquanto me ajeitava sobre suas folhas no chão enraizadas, na frescura de sua sombra; meus olhos novamente acompanhavam o movimento verde prado do tronco; que mantinham enquanto o vento fazia-se de dançarino com ela. Um instante apenas, ali absorta naqueles braços, ainda que por um instante. Eu pude encontrar a dimensão de Deus entrelaçado em mim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário