"Melhor abrir janelas ao sonho
que sonhar e não abrir uma fresta,
Melhor manter uma vela acesa
que dez candelabros apagados.
Melhor ouvir os olhos
que a boca.
Melhor guardar um grão de areia na mão
que perder a praia de vista.
Melhor confiar na fidelidade da sombra
que na imagem refletida no espelho.
Melhor deixar acontecer
que fazer planos.
Melhor grafar o número seis uma só vez
que em companhia de mais dois seis.
Melhor dar asas à imaginação
que ser um ícaro entre o céu e a terra.
E, sobretudo,
melhor navegar nas entrelinhas
que naufragar nas linhas
e afogar-se na inexorabilidade do poema."
que sonhar e não abrir uma fresta,
Melhor manter uma vela acesa
que dez candelabros apagados.
Melhor ouvir os olhos
que a boca.
Melhor guardar um grão de areia na mão
que perder a praia de vista.
Melhor confiar na fidelidade da sombra
que na imagem refletida no espelho.
Melhor deixar acontecer
que fazer planos.
Melhor grafar o número seis uma só vez
que em companhia de mais dois seis.
Melhor dar asas à imaginação
que ser um ícaro entre o céu e a terra.
E, sobretudo,
melhor navegar nas entrelinhas
que naufragar nas linhas
e afogar-se na inexorabilidade do poema."
Paulo Roberto de Aquino Ney
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