SIGAM-ME OS BONS

A QUEM POSSA INTERESSAR

A maior parte dos textos aqui citados (por razões óbvias) não tem a autorização prévia dos seus legítimos proprietários. Entretanto, o uso neste blogue deve-se apenas a razões estritamente culturais e de divulgação, sem nenhum objetivo comercial, de usurpação de autoria e muito menos de plágio. A administradora do ARMADILHAS DO TEMPO pretende apenas expressar a sua admiração pessoal pelas obras e pelos autores citados, julgando assim contribuir para a divulgação da arte, da literatura e da poesia em particular. A ADMINISTRAÇÃO DO ARMADILHAS DO TEMPO respeitará inteiramente a vontade de qualquer autor que legitimamente manifeste a vontade de retirar qualquer texto aqui postado.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Pare tudo! Quero recomeçar…


Não reconheço como sendo minha essa tristeza infinita que aquietou-se ao meu lado. Eu sou jovem demais, alegre demais para parecer uma flor murcha em um canteiro de belezas incomparáveis.
Não reconheço como sendo minha essa solidão que grita um medo de não encontrar alguém e de passar por essa vida sem história alguma para contar. Eu sou apaixonada demais para ter tanta convicção de que não existe amor de verdade escondido em algum lugar deste universo para mim.
Não reconheço como sendo minha essa impaciência que me torna uma pessoa rasa. Eu sou crente e otimista demais para me transformar em um alguém sem grandes atrativos e nenhuma perspectiva de um novo dia azul de presente.
Não reconheço como sendo minha essa distância das coisas que sempre cultuei. Eu sou intensa demais para não ter os meus alicerces de sempre, meus esteios, minhas fontes personificadas de refazimento.
Não reconheço como sendo minha essa insônia que me apregoa infortúnios noturnos. Eu sou sonhadora demais para não ter noites plenas, dignas de esboços lindos de um futuro bom.
Não reconheço como sendo minha essa acidez que me torna cínica em momentos em que o silêncio sempre apresentou como discreto companheiro. Eu sou branda demais para brincar com sarcasmos, ironias e decepções.
E, por não reconhecer esses desencontros, é que os renego a hostilidade que meu ser é capaz de produzir. Em prol de mim mesma e da alegria de viver é que transformarei meus momentos mais embaçados em aprendizados e folguedos da arte de viver.
Preciso de força, de amparo, preciso me reinventar!

Paula
Lá do Blog Ocaso do Acaso

Nenhum comentário:

Postar um comentário