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sábado, 4 de setembro de 2010

Eu vim de infinitos caminhos, e os meus sonhos choveram lúcido pranto pelo chão. Quando é que frutifica, nos caminhos infinitos, essa vida, que era tão viva, tão fecunda, porque vinha de um coração? E os que vierem depois, pelos caminhos infinitos do pranto que caiu dos meus olhos passados, que experiência, ou consolo, ou prêmio alcançarão?

Cecília Meireles



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