
Verdade? Vontade? Bem queria, ouvir o que internamente escuta:
conhece o caminho mas, perde-se na curva, procura os atalhos,
volta ao começo intensas vezes, de novo, novamente, outra vez.
Poderia voar todas as manhãs, mas precisa saber cantar,
- toda a leveza invertida! Invadida na correnteza. Volta-se água
mas se deixa fazer fogo! Move, venta labaredas,
apenas sentidos nos extremos distantes do corpo
de espaços vazios, e excessos - que já fez - morrer.
E na sede infundada, aproxima-se do ser vulnerável;
e quando segue o coração, em todo canto ouve um canto.
Então percorre-se meio natureza, meio do meio.
Tem calos nos olhos de tentar enxergar, ou senão,
cansa os lábios de não falar; e de si precisa escutar;
esbugalha a maledicência; quer: só, sossego desassossegado.
Acaba deitando, no próprio encontro; e fala manso e alto, procurando um ponto; correndo do poço batendo fundo levanta do tombo.
Sente o arrepio e fecha os olhos, quer ouvir o som que começa no mar,
e quantas vezes volta a mergulhar -dentro de si - para se achar,
um ser em constante movimento que algumas vezes sente distancias do eu consigo mesmo.
Simone
SUBINDO EM ÁRVORES
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