SIGAM-ME OS BONS

A QUEM POSSA INTERESSAR

A maior parte dos textos aqui citados (por razões óbvias) não tem a autorização prévia dos seus legítimos proprietários. Entretanto, o uso neste blogue deve-se apenas a razões estritamente culturais e de divulgação, sem nenhum objetivo comercial, de usurpação de autoria e muito menos de plágio. A administradora do ARMADILHAS DO TEMPO pretende apenas expressar a sua admiração pessoal pelas obras e pelos autores citados, julgando assim contribuir para a divulgação da arte, da literatura e da poesia em particular. A ADMINISTRAÇÃO DO ARMADILHAS DO TEMPO respeitará inteiramente a vontade de qualquer autor que legitimamente manifeste a vontade de retirar qualquer texto aqui postado.

domingo, 9 de outubro de 2011

CHOROU...



Chorou uma lágrima seca que arranhou seus olhos
Misturou ao seu sorriso uma ponta de tristeza...
Alguém tentou sepultar sua alegria com palavras
Palavras escolhidas dedo a dedo como quem colhe a  flor
Revestidas de beleza para esconder significado
Numa língua que poucos entendiam
Ela entendeu...

Mas seus sonhos não seriam cancelados
Ao contrário,eles haviam ressurgido
Como águia que voa sobre as cinzas
Como vida que brota do vale de ossos secos
Seu amor continuaria naquele mesmo lugar
Porque neste lugar ninguém poderia tocar...
Terra que ninguém pisa
Somente os pés do Amor

Então seu coração resolveu vez por todas não dizer
Fazer o melhor por si mesma e para aquele a quem destinava seu olhar
Tentava em todo o tempo desconstruir defeitos
Para transformar  em adoráveis qualidades
Não poderia permanecer no lado escuro
Onde a luz não encontra abrigo
Onde sentimentos nobres viram plebeus

E foi assim que deixou entrar a luz...
A luz que descortina os olhos para quem não consegue enxergar
Luz que traz cuidado ao coração
Que modifica os sentidos para torna-los compreensivos
Que toca com ternura os sentimentos fazendo nobreza
Fios de ouro reluzentes que enfeitam toda a simplicidade da nossa própria humanidade
Para enxergar doçura até mesmo onde encontramos opostos

Não que suas nossas imperfeições deixassem de existir
Estavam todas exatamente no mesmo lugar
É porque o tempo de esconder,esse sim, já não existia mais
Então ela viu a sua imagem nos olhos do amor
E estava nua,crua...
Carregadas de suas imperfeições
Entendeu que nem mesmo o tempo desviou teu olhar
Chorou lágrima úmida
Misturou a lágrima seu sorriso e um bocado de paz.
**********************************************************************************
Quando vivemos amor tudo se transforma em palavras bonitas.E esse jeito inebriado que ficamos é coração embalado ao som do amor que não se cabe.Gestos que tocam e modificam a visão da vida,trazendo colorido novo as tintas gastas dos nossos dias.

Vanessa Cony
REFLEXIONAR

Nenhum comentário:

Postar um comentário