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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SEM EIRA NEM BEIRA

Tá tudo meio estranho ultimamente. A rotina se refez, embora se mantenha sempre a mesma, o sorriso é tímido e escondido no canto, mas sincero e as horas são moldadas à minha maneira, meio errada, meio devagar, mas tão certa às vezes, sabe? Desculpa, mas você deixou meu mundo tão de cabeça pra baixo, que não é olhando pra cima que torno a te encontrar. É isso. O estranhismo todo é justamente porque eu não consigo te encontrar em nenhum lugar. Quando vejo, já é madrugada, já acabou a cerveja, já terminou outro final de semana, já é segunda e logo já é sexta de novo. Tudo atropelado e devagar e diferente e sem um resquício sequer de saudade de você. É como se tudo vivido tenha sido só um sonho bom que se transformou em pesadelo num suspiro. O filme que termina depois dos créditos, o mocinho que vira vilão, a máscara que cai. E vazio.

Tem um vazio enorme de você, embora eu não consiga sentir falta suficiente para querer tapar o buraco. Não dói. De nenhuma forma e isso um tanto me assusta, porque eu ainda me importo, eu ainda me preocupo e continuo sem entender. O carinho é que não míngua, sabe? Então deixa eu te dizer que eu tentei fazer as coisas diferentes e continuo fazendo tudo sempre igual. To cuidando de mim, como você tanto insistiu pra fazer... voltei a malhar quase todos dias, até quando é foda, pois eu tenho sempre mais coisas pra fazer do que horas disponíveis no dia, só que, de tanto você pedir, eu decidi que você merecia. To cuidando de mim. E tomo água todos os dias, na quantidade que você insistia. Evito o chocolate todo dia, risquei o refrigerante da dieta e eliminei gorduras. Agradeço, moço, por ter você comigo nas nuances do meu dia, pois eu te vejo naquilo que me tornei de melhor, por todas as vezes que você criticou, cutucou, insinuou e pediu e implorou e falou, falou, falou, até que eu cedesse. Cedi.

Mas, apesar de, não existe saudade. Da gente, bem posso dizer. E aquilo que te contei, quando me pus à partir, tudo mentira. Sou só eu, brincando com o tempo, me dividindo comigo mesma e precisando muito mais de mim do que ainda posso oferecer. E você entendeu tudo de um jeito tão avesso e me olhou com tanto rancor, com tanto desprezo que ainda sinto uma dor inocente do lado de dentro e umas lágrimas idiotas que me incriminam. Porque as coisas poderiam ter sido iguais, apesar de diferentes. E a gente poderia ser plural, mesmo não sendo dois. Então eu to cuidando de mim, pra que tu saiba que. Tentativa frustrada minha, eu sei. Um pedido, calado e gritante de não me odeie. Por favor, não odeie, moço.






PALAVRAS E SILÊNCIO

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