Amor é rima pobre, simples, que brota no asfalto, pétalas e espinho. É coisa que dói pela natureza intrusa da semente, que rompe o peito e a pele em sorrisos quando nasce, e ao morrer deixa a cicatriz no solo que a alimentou, até que vem a chuva, geralmente salgada, e preenche o espaço que sobra. Tem quem o colha, quem o varra, mude de lugar e no processo surja o vermelho sangue de mãos desprevenidas, pois não cabem luvas nelas. Não cabem e não valem a pena. Que doa! Afinal, amor é rima pobre, e a dor é o de menos.
Felipe Carriço
Felipe Carriço
Nenhum comentário:
Postar um comentário