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domingo, 19 de dezembro de 2010




Usado, pode ser um bocadinho
desse papel branco. é só para apontar
uma ideia: nas ruas as pessoas tropeçam menos
quando nos encontramos. as janelas
lá ao longe parecem agora tão pequeninas.
lembro-me de quando parámos a rir
respirámos por uns segundos sem nos olharmos
nos olhos e voltámos a rir e a redobrar o riso
até que demos as mãos, vimos a estrada.
uma ideia dessas, daquelas que demoram
a crescer nas sebentas e depois adoecem rápido
naquele dia pensei que estaríamos sós:
o barco sem ninguém, só o coração e o peso
dos sacos. depois os pés quase a tocar o rio.
mais tarde o eléctrico e o teu sorriso
ainda a arder nos meus olhos, a caminho de casa.


Susana Miguel

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