Como sentimos que estamos vivos? Não basta o coração bater, o oxigênio entrar e sair pelas narinas, e o cérebro a mil por hora agendando os horários do dia e arquivando tudo direitinho para que nada seja esquecido. É preciso muito mais do que isso para sentirmos que estamos vivos!
A vida passa, as pessoas passam, os momentos passam, mas só sabemos que estamos realmente vivos quando “sentimos” cada uma dessas coisas.
Sentir a vida, como quando caminhamos a beira mar com os pés descalços, deixando a água chegar, muitas vezes tão fria que temos vontade de pular. Sentir o cheiro da rocha , o cheiro do mato, ouvir o canto do tié sangue (pássaro lindo) chamando de longe para exibir seu tom vermelho fogo. Sentir a vida nos detalhes , nos sentidos, nas cores.
Sentir as pessoas, o abraço do amigo de longe, a conversa indecente de quem não tem nada melhor para contar, sentir a amizade e a inimizade das pessoas que passam, sentir amor, carinho, ternura e tesão pelas pessoas.
Sentir o aperto de mão de um desconhecido que te olha nos olhos, o sorriso disfarçado daquele que tem vergonha de contar que adorou o que você disse naquele momento. Aceitar as virtudes e defeitos do seu amigo de trabalho, do seu amigo do peito, do seu irmão.
Sentir as pessoas cabisbaixas na rua, pensativas e envolvidas em seus próprios problemas. Sentir que aquele do carro ao lado que ouve uma música triste de amor está sofrendo porque perdeu a chance de dizer eu te amo.
Sentir os momentos que a vida nos dá. Aproveitar a chance de sucesso quando bate a sua porta. Atender com todo o carinho a felicidade que vem surgindo. Aproveitar um momento de carinho entre você e alguém, seja um olhar, uma palavra, um gesto ou apenas um momento único de companheirismo.
Sorrir com os olhos quando não consegue sorrir com os lábios. Gargalhar dos momentos que surgem do nada e fazem todos mergulhar nos sentidos das palavras engraçadas.
Sentir que está vivo vai além do sangue que corre nas veias.Sentir –se vivo é usar de uma ferramenta que muitos não sabem que possuem: EMOÇÕES!
Paula k.
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