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domingo, 17 de outubro de 2010

O amor não será imposto por decreto

O amor não será imposto por decreto, tampouco se fará verdade no coração dos homens.
O amor não descerá em um raio a se espalhar por todos os cantos de sua ausência.
Apenas será, por sua essência, a essência de tudo que dele já provém.
É sentido e é presença. É razão em divergência.
E nenhum ser, em seu nome, se curvará em penitência
por sentir-se entorpecido com sua mais nova descoberta.
É fonte que jamais finda.
Canção do silêncio, é porta aberta.
É seio a alimentar a alma
mesmo a mais pobre das almas, a lhe morder o mamilo
enquanto dele se nutre.
O amor não será ou se tornará.
Não revelará, nem se fará oculto
por dele e nele estarem e serem
abertos ou fechados
os olhos que miram ou desviam.

O amor não será verdade, nem invisível força ilusória.
Não criará impérios ou dominará mundos
ou se revelará uno aos moribundos.
Não se mostrará, por em nada que exista já não estar mostrado.
Claro, tal a chama a nos queimar em sonhos.
Lúgubre, tal a chama a nos queimar os sonhos.

É a criança a nos puxar a saia.
É o doce luar a convocar Ismália.
É o ser e o não ser.
É o anti ante si.
É o Se.
É em si.

Marina Tavares

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