
"...Talvez seja a Literatura o meu antídoto para certas desordens da realidade que meu espírito não compreende dentro dos comedimentos da razão. É como um coração que pulsa interminavelmente por um grande amor ou um comprimido que alivia uma indesejável e terrível enxaqueca.
Como se pode deduzir, textos literários, em prosa e em verso, são como fantasmas reclamando espaço nas vidas siamesas do autor - uma vida é a vida dentro dos livros, mais imaginada que vivida; a outra é a vida concreta que o poeta precisa viver para nunca se sentir alienado no círculo dos horários, das obrigações, dos medos do tangível..."
Humberto Leal
em Águas Mornas
Nenhum comentário:
Postar um comentário