SIGAM-ME OS BONS

A QUEM POSSA INTERESSAR

A maior parte dos textos aqui citados (por razões óbvias) não tem a autorização prévia dos seus legítimos proprietários. Entretanto, o uso neste blogue deve-se apenas a razões estritamente culturais e de divulgação, sem nenhum objetivo comercial, de usurpação de autoria e muito menos de plágio. A administradora do ARMADILHAS DO TEMPO pretende apenas expressar a sua admiração pessoal pelas obras e pelos autores citados, julgando assim contribuir para a divulgação da arte, da literatura e da poesia em particular. A ADMINISTRAÇÃO DO ARMADILHAS DO TEMPO respeitará inteiramente a vontade de qualquer autor que legitimamente manifeste a vontade de retirar qualquer texto aqui postado.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010


"...Mas numa segunda - feira chuvosa de balanço, essas sagas me fazem sentir um pouco incompetente. Fico querendo saber das outras. As histórias do inevitável, do imutável, das tentativas falhas, das rotinas exaustivas. Não para resignar meus pequenos fracassos do cotidiano, mas para confortar - e me sentir menos culpada e solitária neles.
Gosto de acreditar que tudo é possível. "Não da" é uma expressão que dificilmente sai da minha boca: me sinto como se estivesse antecipando um fracasso, condenado a um final infeliz. Não quero me conformar com o que desagrada. Mas ao mesmo tempo, essa impressão de que todo desafio pode ser superado nem sempre ajuda. Pois nem dos menores dou conta... Nessas histórias feito conto de fadas, não se considera o custo da conquista. Parece que é só querer.
Vou dizer: O que eu queria de verdade hoje, no meu aniversário, era comemorar não as conquistas, mas meus limites. Pra abandonar essa angústia de achar que não ser tudo aquilo, não realizar todas aquelas coisas, é um sinal de fracasso. Pensando bem, talvez a maior mudança que eu precise fazer em mim mesma seja a do olhar.
Daí, quem sabe, consigo entender sem frustração, que há mudanças impossíveis. Outras tem seu próprio tempo: não cabem agora, mas um dia acontecerão. E há muitas para as quais o desejo é só um pequeno começo: preciso muito mais esforço e paciência, e ainda assim, talvez não funcione de saída. E tudo bem. Da para tentar de novo mais ali na frente, de outro jeito. ( De qualquer forma, nenhuma mudança ou resignação acontece de uma só vez, nem termina em si mesma: manter é tão difícil quanto começar)..."

Roberta Faria
editora chefe da Revista Sorria

Nenhum comentário:

Postar um comentário