quinta-feira, 21 de março de 2013

QUANDO O OUTONO COMEÇA




Meu cabelo diferente. Meu olhar diferente. Minhas mãos imóveis. 
A minha vontade é sonolenta. O meu desejo dorme profundamente. 
Não toco o piano. Nem o violão. Não encosto o medo na coragem. Não chego perto da grade que me cerca. Minha garganta arisca um grito, que sai como sussurro.
O verão foi embora levando o meu sol particular. Minha pele que era úmida resseca e se encolhe com a chegada do frio.
O outono começa enquanto me termino.



Camila Heloise

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