DE VOLTA PRA CASA
Poucas coisas nas mãos
Ramo de alecrim, sementes de algodão
E uma pedra da lua que ganhei de uma cigana
Em um jogo de azar
em uma noite de amor.
Trago nos olhos uma coleção de oceanos
126 cantos de pássaros
Alguns versos de uma poeta russa
e ventos que cantam diferente dos daqui
perdi e ganhei
desgastei-me tanto nos caminhos
– caminhar –
Meus olhos perderam a intimidade com os céus
A terra, a palavra invisível no ar, em mim é rasa
Passara da hora
Estou indo de volta pra casa
Tonho Franca Franca
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