quinta-feira, 7 de outubro de 2010


Mesmo que meus braços se estendam quando passes
Não voltes mais, não voltes nunca.

Minhas palavras anoiteceram teus melhores dias
E meus olhos sem vida, olhos sem horizonte
Perderam o caminho do amor.


Esqueces meus braços longos instintivos,
Esquece minha boca rubra e amarga,
Onde nem sempre colheste o gesto da verdade.

Mas, se adivinhasses
Na serena inutilidade deste meu gesto perdido
o secreto desejo de ser menos mal
Eu seria feliz!

Mesmo que meus braços se estendam quando passes
Não voltes mais, não voltes nunca.

sem indicação de autoria

Nenhum comentário:

Postar um comentário